29 DE FEVEREIRO DE 2016 - INÍCIO DO ANO LETIVO DAS ESCOLAS ESTADUAIS



A ACPM-Federação compreende as manifestações do CPERS quanto às paralisações anunciadas para o mês de março, mas também defende o direito dos estudantes em frequentar as aulas, e recomenda que as famílias levem seus filhos à escola para acompanhar a organização do início do ano letivo. Também apoiamos o direito ao trabalho dos Professores que não aderem às paralisações.
O CPERS deliberou por fazer paralisação no dia 29/02, convocando a comunidade escolar para fazer caminhada na área central de Porto Alegre.  Também convoca Professores para greve entre os dias 15 e 17/03, sendo que no dia 18/03 está marcada uma assembleia.
Por sua vez, o Secretário de Educação Vieira da Cunha garante que as escolas estarão normalmente abertas aos alunos, cumprindo o calendário escolar.

Os argumentos de cada um são legítimos, e seus pontos de vista cumprem rituais históricos, visto que por décadas Professores e executivo não conseguem resolver este impasse entre as reivindicações e a impossibilidade de atendimento das demandas.

A ACPM-Federação reconhece o direito à greve, por ser constitucional, instrumento mobilizador dos Professores que expõem para a sociedade as inúmeras deficiências educacionais em nosso estado, mas não apoia paralisações que prejudicam a vida escolar de crianças e adolescentes.   
Quando uma greve é proposta, alguém decide que os estudantes não terão aula, sem consulta às famílias, visto que a greve é uma decisão unilateral. Os Professores têm motivos claros e justos, porém defendemos que a greve é um instrumento que deveria ser substituído por alternativas e ações que não prejudiquem o ano letivo dos estudantes. Neste sentido certamente a sociedade gaúcha apoiaria uma mobilização que respeitasse os diversos interesses dos  segmentos que compõem a comunidade escolar.
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