Participação Popular e Controle Social - A importância da participação da família na escola

Passaram-se 25 anos da promulgação da Constituição de 1988 que garante a toda a população brasileira o acesso a qualquer documento público, direito à informação, transparência em relação aos investimentos, participação popular na gestão pública como direito à dignidade da pessoa humana. De quem é a responsabilidade pela Educação no País? A Constituição declara que é um dever do Estado e da família, com a colaboração da sociedade.
Mas apesar de todos os avanços, sabemos que a participação social se limita, muitas vezes, à parcela da população que tem vínculo com associações civis, restrita aos segmentos sociais que têm mais capacidade de organização, articulação e de expressão política, tais como conselhos, fóruns, organizações, movimentos sociais, entre outros. Porém nem sempre estes espaços expressam a vontade de toda a sociedade.
Mas se Politizar é socializar, apresentar e demonstrar à sociedade a consciência dos deveres e direitos políticos atribuídos aos cidadãos que a compõem, assegurando-lhes o exercício e o caminho a ser seguido, a quem interessa a despolitização dos cidadãos e da sociedade? O cidadão despolitizado abandona a reunião de condomínio, na escola não participa do Círculo de Pais e Mestres e do Conselho Escolar nem prestigia seus eventos, não participa das reuniões pedagógicas, não se informa e desconhece os acontecimentos do seu cotidiano, esvazia os sindicatos.
Os espaços abandonados são ocupados por oportunistas de todos os tipos, e se não formos participativos, acabamos por ser responsáveis pelos vícios negativos da sociedade em geral.
Assim, a despolitização fortalece a corrupção, dividindo a sociedade entre dirigentes e executantes. Os Dirigentes são os que sabem, são os que sabem as razões do que fazem. Os Executantes são os que não sabem, os que desconhecem as finalidades de sua ação.
QUEM NÃO SABE OBEDECE, não tem voz, não sabe manifestar sua opinião, mesmo quando o assunto diz respeito à qualidade de suas próprias vidas. QUEM SABE COMANDA QUEM NÃO SABE. Assim, se afasta a participação popular com o discurso de que só participa quem “entende”, quem “está preparado” tecnicamente para participar.
“Nos formamos para a participação participando, enfrentando os desafios técnicos e políticos da participação".
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