Prioridade à Educação no Ministério Público

No que depender do procurador-geral de Justiça, Eduardo de Lima Veiga, 2014 será o ano da educação no Ministério Público do Rio Grande do Sul. Os promotores vão trabalhar para garantir a oferta de vagas na Educação Infantil e ajudar a tirar o Estado da ponta de baixo do ranking nacional. Em sintonia com o presidente do Tribunal de Contas do Estado, Cezar Miola, um obcecado pelo tema, Veiga diz que o Ministério Público vai trabalhar para que seja cumprida a meta de acabar com a falta de vagas em creches e escolas infantis até 2016.
     – Graças à ação do Ministério Público, conseguimos criar no Rio Grande do Sul cerca de 30 mil vagas na Educação Infantil, mas o déficit ainda é de 200 mil – informa.
     Para subsidiar o trabalho de cada promotoria, o Gabinete de Articulação e Gestão Integrada montou o mapa social do Rio Grande do Sul, reunindo informações de diferentes bancos de dados sobre educação e saúde – o próximo passo é incluir a segurança.
     – Queremos dar argumento ao promotor para que ele seja proativo – diz o chefe do MP.
     Por enquanto, os dados estão na intranet, mas a coordenadora do Gabinete, a promotora Ana Cristina Petrucci, acredita que, em um futuro próximo, estarão disponíveis no site do MP para quem quiser consultá-los. O mapa social apresenta um retrato da situação em cada um dos 497 municípios gaúchos. De seu computador, cada promotor pode ver o resultado do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) nos anos iniciais e finais, compará-los com a média de outras escolas e ver quão próxima (ou distante) sua cidade está da meta do Plano Nacional de Educação. O mapa exibe, em gráfico, a evolução do Ideb e lista os melhores e os piores colégios do município. O conjunto de indicadores disponíveis mostra as taxas de aprovação, reprovação e abandono, o índice de crianças matriculadas em creches e escolas infantis, o investimento total e per capita em educação, o percentual sobre a receita de impostos e sua evolução desde 2008.
Além disso, compara a situação do município em questão com os que mais investem em educação e com os que menos aplicam recursos nessa área.
   Fonte:ZERO HORA 05 de janeiro de 2014-PÁGINA 10-ROSANE DE OLIVEIRA
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